A gordinha do Uno Branco


Estava indo ao Carrefour um dia era mais ou menos umas 18h, quando passei em uma avenida movimentada e vi um uno branco parado com o capô aberto e apenas uma mulher no carro.

Encostei o carro e desci. Ela já veio me agradecer por eu ter parado. Era uma loira gordinha com, aparentemente, 30 anos.

Eu perguntei o que tinha acontecido e ela me disse que não sabia. De repente, o carro havia parado e não ligava. Pedi pra ela tentar ligar e quando ela foi para dentro do carro comecei a reparar nela de verdade, ainda estava claro e reparei em seus pés, descalços, já com a solinha marcadinha pelo tapete.

Aí ela sentou e deu partida no carro já bombando o acelerador, eu assisti tudo no motor vi o cabo do acelerador mexendo e o barulhinho do pedal encostando no chão, ela bombava rápido e constante e tentando ligar e nada. Tentou umas duas vezes e então eu fui até o lado do carona e pedi pra ela parar.

Perguntei como tinha acontecido e, olhando pra baixo, reparei que não tinha nem chinelo nem sandália no chão, o que me levou a imaginar que ela já saiu da casa dela descalça.

Ela então me disse que o carro tinha dado problema naquela hora mas quando saiu da casa dela, ele estava falhando.

EU – O que você fez quando ele começou a falhar?
ELA – Dei umas aceleradas.
EU – Fracas?
ELA – Não, dei umas aceleradas bem fortes nele.
EU – E depois ele falhou outra vez?
ELA – Sim, mas algum tempo depois aí acelerei de novo, forte.

Pedi pra ela dar partida mas sem bombar o acelerador.

EU – Dê partida mas sem bombar o acelerador.
ELA – Sem bombar e sem pisar também?
EU – Não, pise até o fundo e segure.
ELA – Tá.

E apertou até o fundo, as pernas esticadas demonstrando vontade de pisar e deu partida umas 2 vezes aí na terceira ela já começou a bombar outra vez. Bombava rápido e sem parar e a mão na chave torcendo pro carro pegar.

EU – Pode parar senão vai descarregar a bateria.
ELA – Será que é algo grave, vou ter que chamar um guincho.
EU – Tem gasolina?
ELA – Acho que sim, abasteci hoje e minha mãe saiu de carro mas acho que tem.
EU – O que mostra no painel?
ELA (rindo) – Está quebrado.
EU – Este carro é a álcool ou gasolina?
ELA – Gasolina.

Aí eu fui olhar o tanque do uno pois vem escrito do lado de fora. Ela tinha razão era a gasolina.

EU – Acho que o problema é falta de combustível. Você está tentando faz tempo?
ELA – Algum tempo mas não muito, uns 15 minutos.
EU – E você tenta como?
ELA – Ah, do jeito que fiz quando você chegou ligo a chave e vou bombando o acelerador. Às vezes dou um tempo pra não acabar a bateria.
EU – Acho que é combustível mesmo. Não cheira gasolina no motor então não está afogado.
ELA – Ué, mas eu abasteci, será que já acabou? Pode me levar no posto?
EU – Tenho uma mangueira de chuveiro no carro, se eu tiver um balde ou garrafa posso colocar um pouco pra gente ver o que acontece.
ELA – Pode ser.

Fui até o carro imaginado que minha sessão de pedal pumping dependia de uma garrafa pra colocar combustível. Aí peguei a mangueira na carroceria e abri o carro pra olhar. Achei uma garrafa de refrigerante de 2 litros que estava cortada ao meio atrás do banco. Não ia deixar a chance escapar, amarrei um plástico no bico da garrafa e retirei um litro de dentro do meu tanque.

Coloquei no uninho dela e voltei pra pegar mais um litro. 2 litros acho que dava pra um revving considerável. Quando coloquei o resto, pedi pra ela ir bombando de leve e sem ligar o carro. Até que eu voltasse.

Sacudi a garrafa e guardei na carroceria junto com a mangueira, tranquei tudo e voltei correndo e sonhando com aquele uninho pegando.

Disse pra ela tentar ligar e já fui sentando no bando do carona.

Ela deu partida e bombava de leve. Eu pedi pra ela bombar mais, ela dava partida e bombava mais forte e rápido.

Depois de 3 tentativas nada do carro pegar. Mas já sentíamos algum cheiro de combustível.

ELA – Será que afogou?
EU – Ainda não, mas acho que era um problema de falta de combustível mesmo.
ELA – Vou tentar de novo, faço bombando?
EU – Sim, dê bombadas bem fortes.

Ela começou a bombar forte com aqueles pezinhos branquinhos e balançando no banco e girando a chave. Depois de 3 tentativas ela já bombava com muita força e girando a chave com desejo de fazer o danado pegar. Ela soltou a chave e começou de novo partida e bombadas sem parar já socando o acelerador no chão, daí o carro pegou meio engasgado. Ela continuou bombando agora muito rápido, como que não querendo deixar morrer.

O carro foi acertando o giro e ela bombando com força até que ele pegou de vez e ela deu umas 5 bombadas afundando o pé bem rápido e o motor gemeu nas 5 vezes. Aí ela tirou o pé e ele falhou, quando ela voltou o acelerador até o fundo o carro morreu.

EU – Você não pode parar de acelerar.
ELA – Eu sei, ele tava quase lá.
EU – Você precisa acelerar pra limpar o motor das sujeiras do fundo do tanque.
ELA – Vou acelerar.
EU – Pode dar umas aceleradas fortes não precisa ter medo.
ELA (rindo) – Tenho dó do carro as vezes mas sei que é preciso. Hoje mesmo dei umas aceleradas que minha nossa.
EU – Então mostre a ele como é.

Ela deu partida bombando com muita força e o carro pegou rápido então ela começou a socar o pé no acelerador. Ela deu umas 7 ou 8 pisadas apertando e soltando até o fundo e sem parar o carro gemeu gostoso cada pisada dela e quando arredondou ela apertou até o meio e ficou segurando no meio.

ELA – Assim está bom?
EU – Foi assim que acelerou hoje?
ELA – Sim, duas vezes hoje.
EU – Se quiser pode acelerar mais.
ELA – Mais forte?
EU – Se você quiser limpar o carburador sim.

E ela afundou o pé sem dó e soltou, fez de novo e de novo umas 5 vezes.

Eu não aguentei!.

EU – Pode meter o pé sem dó.

Ela afundou o pé esticando toda a perna e empurrando o acelerador até o fim. O carro gritava gostoso e ela segurou por apenas 2 segundos.

Depois afundou o pé outra vez e segurou por uns 3 segundos. O grito do carro era musica pra mim.

EU – Pode enfiar o pé, dê umas esgoeladas nele.

Ela riu meio envergonhada e enfiou o pé no acelerador com tudo e segurou por mais uns 10 segundos.

EU – Ae solte.

Ela soltou até o meio.

EU – Dê mais uma boa acelerada.

Ela enfiou o pé outra vez e segurou por uns 10 segundos.

Soltou e apertou de novo até o talo mas agora espremeu aqueles dedinhos no acelerador por uns 5 segundos.

A temperatura do carro subiu. E ela ficou com o pé no acelerador no meio. Aí eu disse pra ela ir ao posto e abastecer que não daria mais problema.

ELA – Muito obrigada, nem sei como agradecer.

Eu pensei, você ja me agradeceu dando essas aceleradas, mas nunca seria o suficiente então eu disse.

EU – Não precisa me agradecer, só não deixe ele morrer outra vez.
ELA (rindo) – Tá.
EU – Pode deixar que vou fechar o capô.
ELA – Obrigada.

Eu saí do uno e fui fechar o capô e enquanto isso ela deu mais algumas aceleradas escandalosas. Apertava e soltava sem dó. E depois deu mais algumas bombadas bem fortes e rápidas, o uninho urrava nos pés daquela gordinha.

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