Pedal Pumping no Fusca

Photo from www.pumpthatpedal.com

Num dia chuvoso estava andando numa estrada na zona rural quando me deparei com uma mulher com aproximadamente uns 40 anos. ela morava na região e estava num fusca já bem judiado. Ela estava tentando entrar na porteira da propriedade dela mas era um morro e estava bem liso.

Quando estava passando por lá ela estava tentando subir com o fusca pisando tudo sem dó e ele parado no meio da subida e patinando que nem louco. Ela então desceu com o carro e eu parei e perguntei se podia ajudar. Não era uma subida longa mas quando chegava a uma certa altura o carro raspava por baixo num topete de grama, enroscava e não subia.

Encostei meu carro e desci, dei uma olhada na estrada e perguntei se tinha gente na casa dela para ajudar a empurrar e ela disse que não. Então pedi pra ela tentar pegar embalo na estrada e subir com tudo. Ela deu ré no fusca devagar, e uma distância razoável para pegar embalo. então deu umas 3 aceleradas médias no fuscão e veio com tudo antes de começar a subir engatou a segunda marcha e fincou o pé no acelerador. O fusca urrava e começou a subir enquanto ela mantinha o pé no fundo. O Fusca ameaçou terminar a subida mas enroscou de novo. Enquanto estava enroscado ela continuou metendo o pé som dó. Quando os pneus começaram a esfumaçar ela parou.

Pedi pra ela descer outra vez com o carro. Aí fui analisar e vi que precisava cortar aquele topete de grama. Perguntei se ela tinha alguma ferramenta para cavar aquela grama e ela disse que sim. Encostou o carro na beira da estrada e disse que ia buscar um enxadão. Quando ela desceu do carro vi que usava havaianas azuis e brancas, um clássico! Tinha pés bonitos mas sem esmalte. Enquanto ela subia pela beirada da estrada fiquei olhando aqueles calcanhares imaginando eles trabalhando no acelerador.

Enquanto ela buscava o enxadão a chuva voltou a cair forte por alguns minutos piorando a situação. Fiquei em meu carro aguardando. Quando parou de chover, depois de 10 minutos ela voltou com o enxadão e eu desci do carro. Disse que ia cavar a entrada e ela então poderia subir. Cavei e retirei o topete de grama ao máximo que pude, sem demorar. Disse que ela podia tentar outra vez.

Ela respondeu que ia pegar mais embalo pois a chuva havia deixado ainda mais liso. Concordei e já imaginei que ela ia acelerar muito mais. Enquanto ela descia olhava aqueles calcanhares molhados pela grama e um pouco sujos pelo barro.

Ela entrou no carro e deu partida mas o fusca, pra meu delírio, não quis pegar. Ela tentou mais duas vezes e nada. Cheguei próximo e ela bombava o acelerador e tentava ligar. O carro não dava sinal. Ela bombava forte e dava partida com aqueles pés violentamente apertando o acelerador mas o carro não pegava. Disse que ia empurrar pra ela dar um tranco. Ela disse que ia tentar de ré mesmo.

Comecei a empurrar o carro pela estrada, estava empurrando pela porta do motorista para não perder nada daquele show. Empurrei por alguns metros e ela deu o primeiro tranco, soltou a embreagem e apertou novamente, o fusca ameaçou pegar e ela apertou o acelerador até o fundo. O carro só ameaçou mas não pegou. A mulher demonstrava grande habilidade, com certeza iria acelerar quando pegasse.

Comecei a empurrar o carro agora pra frente. Continuei ao lado da porta do motorista, meu camarote, fiz força pra embalar bem e dar velocidade boa pra o fusca pegar desta vez. O Carro embalou e ela então deu o tranco. Quando voltou a embreagem já pisou no freio e enfiou o calcanhar no acelerador. O fusca pegou e já urrou alto. Ela ficou com o acelerador apertado fundo por um tempo. Puxou o freio de mão e soltou o freio, arrumou o chinelo no pezinho e rapidamente fincou o acelerador até o talo.

Ela deu umas belas aceleradas pra esquentar o motor, pisava com se fosse algo normal, apertava e soltava sem dó até o fundo, o fusca gritava alto e soltava fumaça pelo escapamento deixando um cheiro de aceleradas fortes no ar. Enquanto ela acelerava eu ficava olhado aqueles pés massacrando o acelerador.

Ela então engatou a ré e se distanciou pra pegar embalo. Parou o carro, deu mais umas 5 aceleradas até o talo e veio. Saiu derrapando já com o pé atolado no acelerador, passou a segunda e fincou o pé outra vez o fusca respondia alto e começou a subir o morro, mas patinando muito pois estava ainda mais liso depois da chuva. Chegou na metade e não subia mais, porém ela manteve o pé no fundo fazendo o motor urrar muito alto e enquanto o carro patinava ela mantinha o pé fincado no acelerador enquanto os pneus zuniam no chão liso.

Ela manteve a tentativa por algum tempo e decidiu parar. Quando apertou a embreagem pra descer outra vez o carro morreu. Ela logo pisou no freio, o caso deslizou um pouco para trás e parou. Ela deu partida, dedos no freio e calcanhar no acelerador. Grande motorista essa mulher. Na segunda tentativa o fusca pegou e já gritou alto. Ela continuava dando violentas aceleradas enquanto eu assistia tudo de perto.

Ela pisava forte no acelerador com aqueles pezinhos e não dava trégua pro fusca. Começou a pisar até o fundo e soltar até a metade e já meter o pé outra vez. Eu não queria demorar, mas a ocasião era ímpar. Delirava cada vez que via aquele calcanhar fino empurrando o pedal até o fundo e aquele motor gritando e os escapamentos soltando fumaça, enquanto o cheiro das aceleradas tomava conta do ambiente.

Ela então parou de acelerar. Eu disse que iria empurrar quando ela estivesse na subida para ajudar. E disse pra ela pegar mais embalo. Ela disse que ia pegar bastante embalo desta vez. Mas que se eu não quisesse empurrar não precisava, pois iria sujar minha calça. Eu disse que iria ajudar com certeza.

Ela pegou bastante embalo e veio com o pé fincado no acelerador. Eu fiquei na beira esperando a minha hora de agir. Ela veio com o fusca em boa velocidade e motor urrando, estava em segunda com o pé atolado e começou a subir o morro, quando ele perdeu velocidade ela continuou com o pé fincado e eu comecei a empurrar com o máximo de força o fusca foi subindo devagar mas passando a parte mais crítica e conseguiu subir mais um pouco até pegar uma parte que estava menos lisa. Ainda patinando foi subindo enquanto ela mantinha o pé fincado no acelerador. continuou sem parar até chegar a casa dela.

Desci o morro para pegar o enxadão e devolver a ela. Escutei ela dando pisadas fortes ainda no fusca. Acho que ela só queria dar um recado a ele, pra não bobear pois aqueles pés eram pesados.

Fui até a casa levando o enxadão. Chegando lá vi que o carro ainda estava ligado e com a tampa do motor aberto e ela olhando. Entreguei o enxadão e perguntei se ela precisava de ajuda com o carro. ela disse que estava verificando se havia algo errado pois sentiu que ele perdia força quando acelerava. Ela então deu algumas aceleradas puxando o cabo do acelerador mesmo fez o motor sofrer mais um pouco pois puxava o cabo até o talo.

Então ela fechou a tampa do motor e me agradeceu pela ajuda.

Fui para meu carro e segui viagem com aquelas cenas inesquecíveis e com dó do fusca também.

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