A Morena do Golzinho Cinza


Um dia estava em uma praça na hora do almoço esperando apra voltar para o trabalho. Vi uma morena se aproximando de um gol cinza. Não era nenhuma princesa mas tinha um corpo bonito. usava sapatos de salto e uma saia preta que ia até os joelhos. Tinha belas pernas bronzeadas.

Ela abriu a porta e entro no carro, colocando suas coias no banco do carona. Estava próximo e consegui ver como ela se ajeitava dentro do carro. Antes de trancar a porta pude ver que ela não retirara os saltos para dirigir.

Fiquei imaginando o que poderia acontecer até que ela, antes de dar partida, bombeou rapidamente o acelerador. Deu algo em torno de 5 bombadas bem rápidas no acelerador e deu partida. O carro não pegou.

Ela, ainda com a porta aberta, continuou o show. deu mais umas 10 bombadas no acelerador e nada do carro pegar. Era um gol novo, mas com certeza o tanque de partida a frio estava vazio.

Ela fez mais algumas tentativas, mas já com a porta fechada. Tentei me aproximar mais para uma possível ajuda a ela. No entando não foi preciso. Um guardador de carro chegou ao lado e se ofereceu pra emurrar o carro. Ela abaixou o vidro e disse que o carro funcionou de manhã mas naquela hora estava difícil, mesmo bombeando o acelerador.

Ouvir aquela fala me deixou certo de que ela tinha habilidade e entendia como fazer pro carro pegar.

O guardador então insistiu que talvez com um tranco ele pegasse. Ela logo aceitou a oferta. Nesta hora me ofereci pra ajudar. Queria ver de perto esta cena. O guardador começou a empurrar por trás o carro e eu fiquei na quina ao lado do motorista pra ver como ela se saía. Empurramos por alguns metros como força pra pegar velocidade rápido. Já na primeira tentativa o carro pegou.

Logo que ele ligou a morena já deixou claro quem mandava. Assim que deu o tranco ela já estava com o pé fincado no acelerador. O carro pegou um pouco engasgado mas logo já deu o primeiro berro.

Ela soltou o acelerador e quando o carro ameaçou morrer ela logo deu umas socadas no pedal. Ela pisava com vontade, apertando até o fundo e soltando metade e já fincando o pé outra vez. Depois de umas 10 aceleradas bem fortes e deliciosas e alguma fumaça saindo do escape, o cheiro em volta do carro era delicioso.

Ela agradeceu a mim e ao guardador de carros e enquanto falava com a gente ficou com o pedal apertado até a metade em aceleração constante. Cheguei mais de perto pra ver aqueles pés impiedosos. Eram pequenos mas valentes.

Me despedi e ela foi saindo quando o carro quase morreu, ela voltou na embreagem e deu mais algumas pisadas fortes. Pisava sem dó, como se quisesse descontar no carro o tempo perdido. Dava afundadas no pé e soltava e já socava outra vez.

Aquele golzinho deu umas gritadas altas que eu fiquei com o coração na boca.

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